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POR UMA CANDIDATURA PRÓPRIA DO PSOL AO GOVERNO DO PARÁ EM 2022

Atualizado: 21 de fev. de 2022


O PSOL é socialmente reconhecido pela marca de ser um novo partido contra a velha política e isso não é apenas um slogan. É a nossa gênese. Nosso partido foi o que mais cresceu no Brasil em 2021 com destaque para São Paulo e Pará, segundo dados do TSE. A materialização disso está nas ruas. Não há luta popular, sindical, de juventude, de negros e negras, de indígenas, LGBTs ou de mulheres que não estejamos presentes de forma orgânica. “Só isso” já seria motivo suficiente pra debatermos uma candidatura ao governo do Pará nas eleições de 2022.

Mas não é somente pela militância ou pela nossa história. É também pela confiança de milhares de pessoas nos 144 municípios, que acreditaram no programa político do PSOL e depositaram em nós os 170.751 votos para o governo do estado em 2018.

Diante disso, precisamos defender nosso patrimônio político acumulado ao longo de anos: a independência e a coerência política do PSOL na defesa do povo e da classe trabalhadora.

Desde 2006 disputamos todos os processos eleitorais, sempre apresentando um programa democrático e popular para o Pará e a Amazônia, mostrando que é possível um outro modelo econômico que não seja baseado no lucro, no agronegócio e na mineração criminosa e ambientalmente devastadora.

Sabemos que o Pará é um Estado rico com um povo pobre. O Produto Interno Bruto e a arrecadação de impostos crescem a cada ano, mas seguimos na lanterna quando o assunto é distribuição de renda e colecionamos alguns dos piores indicadores sociais do país (o pior IDH do Brasil há anos é de cidades do Marajó).

Esse modelo econômico predatório existe há séculos e foi defendido com unhas e dentes pelo tucanato de Simão Jatene e Almir Gabriel e hoje é mantido a ferro e fogo, pelo governo de Helder Barbalho. A despeito do verniz “progressista”, o atual governo segue à risca a cartilha neoliberal de gestão do Estado e de destruição socioambiental. Essa realidade a população do Xingu, Sul, Sudeste e Oeste do estado conhecem bem.

Muito corretamente nosso partido se declarou, desde o início, como oposição de esquerda ao governo do MDB dos Barbalhos. Mais corretamente ainda, nosso último VII Congresso Estadual decidiu por apresentar, como já é tradição, uma candidatura própria ao governo nas eleições de 2022. É isso que defendemos. É isso que o PSOL precisa fazer para continuar se consolidando como partido que mais cresce em nível nacional, sendo de fato, uma alternativa contra a velha política.

O debate eleitoral precisa ser aberto dentro do PSOL imediatamente para que a militância possa participar de forma democrática. O partido deve abrir imediatamente as inscrições para as candidaturas majoritárias (Governo e Senado) e proporcionais. É necessário também que haja debate amplo da tática eleitoral do partido e entre os que se dispõem a representar o PSOL nas eleições de 2022. O silêncio da atual direção majoritária do PSOL no Pará abre espaço para que rumores de que não lançaremos candidaturas majoritárias para apoiar a reeleição de Helder Barbalho se espalhe, trazendo prejuízos irreparáveis para nossa imagem e até mesmo para os objetivos eleitorais do PSOL do Pará em 2022.

Não há argumento que justifique essa movimentação. Nem mesmo a relação institucional, que é normal e deve acontecer, entre a Prefeitura de Belém e o Governo do Estado. Não podemos confundir essa relação entre instituições para garantir aquilo que é direito do povo de Belém, com aliança ou dependência política. São esferas completamente diferentes que não podem e não devem se misturar.

A prefeitura de Belém foi conquistada pelo candidato do PSOL, com um programa político do PSOL, contra todos os demais e com intensa mobilização social e isso nunca pode ser esquecido.

Alianças eleitorais pontuais não podem servir para sufocar o programa do nosso partido que foi construído historicamente como alternativa aos partidos burgueses. O PSOL se construiu e inclusive venceu as eleições em Belém, com a marca da ousadia, da coerência, da confiança política na força da classe trabalhadora e do povo. Renunciar a isso é renunciar à construção de nosso partido como alternativa de esquerda independente.

Sobre isso, nós da Ação Popular Socialista, propomos um debate com transparência e respeito militante. Nenhuma proposta, nem mesmo essa, está interditada no debate eleitoral. O que não podemos aceitar é que essa decisão seja tomada sem o mais amplo e democrático debate interno.


Belém, 21 de fevereiro de 2022

AÇÃO POPULAR SOCIALISTA-PSOL

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